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Comunicação Intestino -Cérebro

Eixo Microbioma-Intestino-Cérebro


Nas últimas décadas, a investigação revelou que o microbioma intestinal comunica continuamente com o cérebro através do chamado eixo microbioma–intestino–cérebro.

 

Esta comunicação estabelece-se por múltiplas vias:

 

  • sistema nervoso, particularmente através do nervo vago;

  • sistema imunitário;

  • sistema endócrino;

  • metabolitos produzidos pelas bactérias intestinais.

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Esta interação ajuda a explicar porque motivo alterações do microbioma podem influenciar o humor, a resposta ao stress, a qualidade do sono, o comportamento e determinadas funções cognitivas.

 

Diversos estudos têm igualmente demonstrado associações entre alterações do microbioma intestinal e doenças como ansiedade, depressão e algumas doenças neurodegenerativas, incluindo a doença de Parkinson.

 

Embora muitos destes mecanismos continuem em investigação, é hoje consensual que a saúde intestinal constitui um importante determinante da saúde cerebral.

 

O microbioma e a saúde mental: a ligação entre o intestino e o cérebro

 

A ideia de que o intestino pode influenciar o cérebro e a saúde mental pode parecer surpreendente, mas a evidência científica acumulada nas últimas décadas demonstra que esta relação é real e biologicamente complexa.

 

O microbioma intestinal participa na regulação do humor, da resposta ao stress, das funções cognitivas e do bem-estar emocional através de um sistema de comunicação bidirecional conhecido como eixo microbioma–intestino–cérebro.

 

Esta comunicação ocorre por múltiplas vias, envolvendo o sistema nervoso, o sistema imunitário, o sistema endócrino e um vasto conjunto de moléculas produzidas pelos microrganismos intestinais.

 

A investigação demonstra que alterações na composição do microbioma — designadas por disbiose intestinal — podem modificar a atividade cerebral e influenciar o comportamento.

 

Diversos estudos observaram que pessoas com ansiedade, depressão ou síndrome do intestino irritável apresentam frequentemente alterações na composição e na diversidade da microbiota intestinal.

 

Um dos mecanismos mais estudados relaciona-se com a produção de substâncias biologicamente ativas pelos microrganismos intestinais.

 

Algumas bactérias participam na síntese ou na modulação de neurotransmissores, incluindo a serotonina, um mediador químico fundamental na regulação do humor, do sono e do apetite.

 

Embora cerca de 90% da serotonina do organismo seja produzida no intestino, a maior parte atua localmente na regulação da motilidade intestinal e apenas uma pequena fração influencia indiretamente a atividade cerebral através das complexas vias de comunicação do eixo intestino–cérebro.

 

Além dos neurotransmissores, o microbioma produz ácidos gordos de cadeia curta, que exercem efeitos anti-inflamatórios, reforçam a integridade da barreira intestinal e podem influenciar o funcionamento cerebral através de mecanismos imunológicos e metabólicos.

 

No seu conjunto, as investigações sugerem que um microbioma diversificado e equilibrado está associado a um melhor funcionamento cognitivo, maior estabilidade emocional e menor risco de diversas perturbações neuropsiquiátricas.

 

Bartholomew, M. (2025). The microbiome revolution